segunda-feira, 30 de abril de 2012

Puramente carregada


Ninguém sabe o peso das minhas lágrimas.
O que elas carregam...
Tanta injustiça pregada nas atitudes alheias...
Atos covardes daqueles que se negam  em sentir compaixão.
E esse sentimento de se colocar no banco da vítima, sem ser...
e conseguir ver o que ele via, sentir o que ele sentia, sofrer como ele sofria...
e ser incapaz de fazer algo pra impedir, ou ajudar...
pior ainda, aqueles que se negam em receber ajuda...
eu sei...
 eu sei...
O que a maioria das pessoas vêem?
Ou melhor, como elas não vêem tudo isso?
Por que tem que ser assim?
E mais uma lágrima cai...puramente carregada com as suas imundices.
Você mesmo, que sorriu amareladamente por lembrar que serve pra vocÊ, e mentiu pra si mesmo dizendo que a risada era por achar o que escrevi tosco.
Ainda dá tempo de rever suas atitudes...
Ainda dá tempo de tentar mudar as coisas com uma lágrima sincera.

KCF

domingo, 22 de abril de 2012

Se eu soubesse o exato momento em que o mundo me tiraria do eixo,
Escolheria estar em meio ao seu abraço.
Ao menos teria um sorriso bobo, que me fortaleceria,
pra enfrentar o que viesse.

Talvez não soubesse a importância que desempenhava
na vida de alguém...
Talvez sejam poucos que notam certos detalhes.
...que nos conhecem sem nos explicarmos...
Certas palavras que tomam outros significados com poderes inexplicáveis.
Ou talvez, nem precisamos de tudo isso...(quem sabe?)
Vivo repetindo o papel dos olhos que falam, ou sorrisos que iluminam...
Pois acredito em sua pureza...
tanta beleza, às vezes até mesmo na tristeza...

Enfim, pequenos gestos...
Espalhá-los por ai... quem sabe cantando uma canção...
Quem sabe alegrando meu próprio coração...
Ou sendo surpreendida com alguém que me estende a mão.

Keila Cristina Ferrari

terça-feira, 17 de abril de 2012

Uma imagem, mil sentimentos!



Não fui feita pra doar-me pela metade...
nem esperar algo em troca...
(por mais que essa esperança  passe pela cabeça)
Não fui feita pra agradar...
Não sei esconder um
sorriso...
Muito menos uma lágrima...
Mas sei muito bem me acalmar...
...ao olhar pra algo maior.
Maior que eu, maior que vocÊ!

Keila Cristina Ferrari

domingo, 15 de abril de 2012

Inevitavelmente


Talvez esta seja a primeira vez em muito tempo
que consigo imaginar palavras que completem esta rima.
Palavras que vem completar os versos mudos que escrevia.
Eles tomam uma nova proporção...
Imersos em cores vivas, sentimentos puros,
uma certa positividade assume a responsabilidade de ser guiada  por outros olhos, desta vez confiante.

Sinceramente...
enlouquecidamente...
pacientemente...
sonhadoramente...
Verdadeiramente...
Inocentemente...

Mesmo assim, puxo esses pés que tendem a sair do chão...
e os prendo em terra firme, até saber que voar seja seguro.

Inevitavelmente.

Keila Cristina Ferrari

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O que você entende?

Eu tinha um sorriso que não  tirava do rosto,
onde foi que o perdi?
Nada mudou minha ideologia.


Não se engane com esta cara tristonha,
que não dura mais que poucos segundos frente à um sorriso alheio.
Não se preocupe com este coração de mãe,
que abraça o mundo e sente suas dores, todas,
ou este coração de filha,
que não quer mais nada, além de ser acolhida.
Não se incomode com puras lágrimas...
é só um coração querendo dizer, eu sinto.
Sinto uma tristeza calada
 um inquietamento profundo com essa humanidade
 ou uma felicidade exorbitante, mas sinto.

Keila Cristina Ferrari

sábado, 7 de abril de 2012

Eterno renascer

Se meu coração fosse um lugar tranquilo,
talvez não houvesse poesia...
Se não tivesse algo a repassar à outras pessoas...
Uma mensagem, um apoio, ou simplesmente: consolo...
...Algo em que podem se idenficar...
Não haveria motivo para minhas rimas...
Mesmo quando elas nem se quer rimem...

Fosse como fosse, ou pelo qual motivo fosse...
estou mais uma vez aqui...
Totalmente refém a rosa cravada no peito,
sendo talvez, este, meu maior defeito.
Posso dizer que alguns podem não  entender sem ver o que estes olhos já viram,
ou ouvir o que estes ouvidos já escutaram...
Coisas que me modificaram... dando, só assim, um novo sentido as palavras que agora escrevo...
Terias então medo de certas reticências?

MAS...
Eram tantos os detalhes que aos poucos vão sendo esquecidos...
Eram tantas angústias que aos poucas vão desaparecendo...
Eram tantos medos que aos poucos não fazem sentido...
Eram tantas as vezes que fui morrendo e aos poucos renascendo...
Acreditando "em tudo que é belo e nobre" (J.V.)

Keila Cristina Ferrari